Todos nós esperamos por algo ou alguém. Sem exceções.
Esperamos o ônibus, o horário de almoço, o salário, aquela ligação, aquela visita, um filho, o namorado atrasado, a menstruação atrasada, enfim.
Existem até pessoas que esperam sem saber pelo que estão esperando, mas eu sei muito bem. Eu espero que meu dia termine bem, e que certas coisas nunca terminem. Espero também que meu telefone toque, mas que eu tenha mais conversas ao vivo. Espero ser tudo que espero, espero ter tudo que espero e quero, afinal, só espero porque quero.

E tem aquela frase que diz que idéias são à prova de bala.

Então sonhos, o que são?
Não venha me dizer que são apenas idéias fantásticas e improváveis, ou que são perda de tempo, ou ainda desejos reprimidos aos quais damos asas enquanto dormimos.
Não, meus sonhos são reais, mais reais que as notícias que saem nos jornais. Todos os dias, são os tais dos sonhos que me fazem levantar da cama e ir pro mundo, enquanto os fatos cotidianos, so-called "reais", só me incentivam a procurar o buraco mais fundo e me esconder até passar.
Sonhos são o mote de toda a humanidade, e quem não sonha talvez não mereça o cargo de humano. Somos todos iguais perante ao sonho, seja ele qual for. Sonho é aquilo que vai do coração para a cabeça, da cabeça pro travesseiro e daí pro mundo inteiro.
Sonho não é oposto à realidade. É à prova de realidade, sobrevive mesmo depois de enfrentarmos os piores exemplos de como funciona o mundo real. É também a prova de que existe mesmo realidade, pois se não existisse, sonharíamos com o que, e por quê?
Tornar algo real é quase simples frente à coragem de ter um sonho e assumi-lo, tomá-lo como seu. Em um mundo tão dolorosamente real, ser capaz de sonhar é habilidade rara. Somos todos produtos do fim dos sonhos de quem veio antes, e se ainda podemos sonhar, é possível nos considerarmos sortudos.
Se sonhar é superior, deixar-se sonhar é mais ainda. Deixar que a cabeça voe, tirar os pés alguns centímetros do chão e ver além do "real", do que nos é mostrado e empurrado goela abaixo, é ultrapassar a maior barreira imposta por nós a nós mesmos. Muros foram derrubados, tabus quebrados, desafetos superados e até sutiãs queimados, mas aquela última barreira, a que impede o crescimento mental, continua lá, firme, forte e imperturbável.
Temos vergonha, para não dizer medo, de sonhar. Com o passar do tempo, fomos endurecidos pela realidade a um ponto em que passamos a aceitar as maiores barbaridades como se fossem naturais, justamente porque elas realmente se tornaram naturais, cotidianas e... reais.
Pessoas que roubam e matam , roubam e matam não só objetos, dinheiro e pessoas, roubam também sonhos.
Se para viver e conviver bem nesse mundo terei que aceitar como real o que sai no jornal, muito boa noite a todos, sou muito mais sonhar. Afinal, para mim, real é o que sinto. Se tudo que sinto vira sonho, o que sonho também pode ser real.
A realidade de cada um é cada um que faz. Sou tudo aquilo que sonho, pois sonho é ideal. Uma vida toda construída sobre as bases da realidade pré-fabricada, já mastigada e engolida pela esmagadora maioria não me atrai em nada.
Prefiro sonhar, pois quem sonha até pode se desiludir. Mas só quem nunca se desiludiu tem a ilusão de que sonhar é simplesmente ilusório.

Pessoal do caso reto!

O impessoal me atinge mais do que o pessoal.
O que é pessoal é direto, sincero, sem rodeios. Vai direto ao ponto sem intenção alguma a não ser a verdadeira. Tudo que é pessoal é feito para alguém, dito para alguém. Tem endereço, destino e objetivo.
Já o impessoal é falso. É frio, é oposto, contrário. Só serve para nos fazer sentir indignos, desmerecedores de qualquer coisa. O impessoal não se importa, é indiferente, e a frase: "Não é nada pessoal" é a pior!
Faça com que seja pessoal, mas extremamente pessoal. Tenha intenções, sejam elas boas ou más, mas verdadeiras.
Brigue, beije, xingue, ame ou odeie: desde que seja direto.
Direto e reto, de preferência.

É isso: não basta ser pessoal.
Tem que ser pessoal do caso RETO!

 

...say what you mean and mean what you say!

Nesse mundinho bizarro em que vivemos, todos os dias estamos sujeitos a nos deparar com uma ou outra situação que nos faz, ou melhor, que nos obriga a tomar uma decisão.
Seria muito simples se tivéssemos só um caminho, de preferência reto, plano, sem subidas nem descidas, sem buracos, sem pedrinhas nem pregos que furam os pneus, e se desse pra termos tempo bom, nem quente demais nem gelado, sem sol fervendo nem chuva, seria ótimo.
Mas se você olhar mais de perto, vai perceber que uma estrada perfeita assim é simplesmente... chata. Sem graça. Deve ser muito chato andar, andar e andar e não ver nada de novo.
Eu me recuso.
É isso mesmo: me nego, não aceito, não quero.
E recuso também toda e qualquer futura proposta nesse sentido: não vou me conformar com um caminho perfeito.
Quero ladeiras, declives de quase 90 graus, pedrinhas pra poder chutar e uma chuva depois de um dia todo de sol de janeiro. Quero bifurcações, bifurcações são as melhores. Você TEM que escolher. Te obrigam a decidir quase que instantaneamente,e te fazem pensar rápido qual deve ser o melhor caminho. E são essas situações de decisão iminente que motivam a maioria das pessoas. São exatamente esse momentos de escolha inevitável que fazem muitos de nós dar aquela guinada, mudar o que estava incomodando, conhecer uma pessoa especial ou muitas delas, fazer as pazes com aquele amigo que fazia tanta falta, reatar aquele namoro meio complicado, turbulento, mas que é simplesmente a complicação que você quer pra sua vida inteira, começar aquela faculdade (ou finalmente terminar!), arranjar o seu dream-job e ser feliz pra sempre.
É mais do que óbvio que você pode, simplesmente, escolher o outro caminho e dar tudo errado. Mas pensando racionalmente, estamos sempre nos deparando com as ditas bifurcações. E aí é questão de sorte escolher: esquerda ou direita? E quando há mais de dois caminhos?!
Já é mais do que sabido que tudo tem dois lados. E que os dois lados de tudo se completam. Então é mais do que natural que, durante uma vida inteira, você experimente os dois lados. E não há regra: não tenho como dizer se o caminho da esquerda é melhor ou pior, mais seguro ou cheio de obstáculos, não mesmo. Tudo depende do momento, da situação, da circunstância em que você se encontra e em que pé anda sua vida.
Escolher pode ser ridiculamente difícil, mas ficar no meio termo é deprimente. Escolher nada é abaixar a cabeça, é desistir de algo que você ainda nem correu atrás. No meio do caminho você já não está mais começando, mas ainda não chegou até o fim para enfim poder dizer se aquele caminho valeu a pena ou não.
Decida, escolha, arrisque. Jogue todas as suas fichas em um caminho, vá de cabeça.
Mantenha os dois pés no chão, mas a cabeça voando longe.
Não importa qual caminho você escolha, o importante é sempre ir. É seguir em frente, e até parar de vez em quando. Mas nunca por muito tempo: tempo é passageiro, breve, muitas vezes mais rápido do que gostaríamos. E o tempo muda as pessoas, as situações e as suas opções vão ficando cada vez mais numerosas.
Seja por uma idéia, um ideal, um grande amor, uma paixão avassaladora, um sonho, um amigo inesquecível, por necessidade ou o que for, escolha.
Se for por você mesmo, escolha logo.
E keep walking.
 

Quando sinto que alguma coisa vai mudar, fico praticamente louca.
Fico inquieta, nervosa, e não há nada que me acalme. Fico pensando nas mil e uma coisas que podem mudar, nas que eu até gostaria se mudassem e nas que eu não quero nem pensar na possibilidade de mudarem, pra bem ou pra mal. Existem coisas que são ótimas exatamente do jeito que estão.
Além de tudo, nunca fui muito fã de mudanças. Estudei no mesmo colégio por 11 anos, e meus amigos são, em sua maioria, os mesmos desde muito tempo. Meus namorados nunca foram muitos e ultimamente todos os meus relacionamentos - se é que podem ser chamados assim - giram em torno de um mais antigo.
É incrível o esforço que faço para que nada mude. Não é que eu goste de comodismo - aliás, essa palavra me dá calafrios! - , nada disso. Simplesmente gosto de algumas coisas exatamente da maneira como são.
Mas aí, vem aquela fase na vida de uma pessoa em que tudo fica de cabeça pra baixo: amigos distantes, namorado que não é bem namorado igualmente distante, você mesmo distante... e tanta distância pede qualquer tipo de aproximação, seja ela com pessoas ou novidades. E tudo que é novo, obviamente, acabou de mudar, ou nascer, ou voltar. E tudo que é novo dá frio na barriga, ansiedade, sentimentos quase que primos da loucura. Aliás, eu fico meio louca quando preciso mudar. Acho que preciso sair do meu estado conservador normal e me tornal uma change-maníaca e querer sair transformando tudo e todos.
Existem, também, pessoas que precisam mudar de escola, cidade, amigos, namorado, e até de país.
Eu não. Acho que, para mudar, basta não querer mais as mesmas coisas. Basta não querer ficar parado. Toda e qualquer mudança começa de dentro, e é preciso muita coragem pra fazer vir à tona.
Não sei bem ao certo o que tenho que mudar, ou o que quero mudar. Penso que, muitas vezes, tenho tanto medo de mudanças que elas acabam acontecendo todas ao mesmo tempo, como um super chacoalhão pra que eu pare de besteira e passe a acreditar que "tudo muda o tempo todo no mundo". Citar Lulu Santos pode ser meio brega, mas cabe totalmente nesse meu momento.
Tenho medo de coisas que nunca mais vão voltar a ser do jeito que foram um dia, e detesto o fato de que tudo, mas tudo, passa. Gostaria que algumas coisas simplesmente ficassem, dessem certo e criassem raízes.
E, por fim, existem aquelas coisas que você gostaria que mudassem, mas de um jeito diferente. Aquele namoro antigo, impossível de esquecer ou superar, por exemplo. Existem pessoas que bem que gostariam de viver o mesmo amor de novo. Não gosto de admitir, mas sou uma delas.
Existem algumas coisas que demoram um certo tempo para mudar, mas não existe nada que não mude.
Acho que vou ter que, simplesmente, me acostumar. E mudar um pouco também...

É quase insuportável sentir falta de algumas pessoas.
Principalmente aquelas que ficam por perto por um tempo extremamente curto (pelo menos comparado ao tempo que você gostaria que elas ficassem), mudam tudo, te deixam completamente diferente do que era e, sem nem ao menos um motivo, vão embora.
Essas pessoas não dão motivos por simplesmente não terem um. E se você já conheceu uma dessas pessoas, sabe que elas não precisam dar motivos: se querem ir embora, você as deixa.
Se dói perdê-las, sentir saudades é uma das piores coisas. Porque quando parece que cicatrizou, aquela música toca, você lembra de tudo e é como se nunca tivessem se separado.
Sentir falta de alguém assim é insuportável, mas é também insuperável e impossível não sentir.
E um sentimento desses se respeita, aceita, e ponto.

E há aquelas vezes em que os olhos brilham e a barriga parece abrigar milhares de borboletas voando ensandecidas.
A cabeça pensa em dez mil coisas ao mesmo tempo, e o resultado é um branco geral, praticamente uma pane no cérebro. Não é possível pensar em nada inteligente ou coerente para dizer, e as respostas que saem são mais barulhos do que palavras de verdade. Os pés nunca estiveram tão presos ao chão, a mente nunca esteve voando tão alto... e a vontade de sair correndo para não ter que lidar com aquilo tudo é quase incontrolável.
Você tem certeza de que todo mundo sabe que seu coração nunca bateu tão rápido e que seu rosto nunca foi tão vermelho, e realmente não se importa se todos realmente souberem. Porque você mesmo sabe que talvez seu coração já tenha batido daquele jeito, suas mãos talvez já tenham ficado tão frias e seu rosto tão quente, mas a paixão tem dessas coisas: cada vez parece ser a primeira.
And that´s just perfect.

Há vezes em que uma garota tem que tomar uma atitude.
Ou duas. Ou não tomar nenhuma atitude, tomar uns vinhos, ou cervejas, ou quem sabe uma dose de vodca, e ficar por isso mesmo.
Ás vezes parece que você tem que fazer muita coisa pra mudar a cara de um dia. E muitas vezes isso é verdade, mas têm aquelas vezes surpreendentes em que não se tem muito trabalho.
Quando sua irmã foi viajar, sua melhor amiga tem que estudar pra uma prova de recuperação dos infernos, seu melhor amigo já cumpriu sua cota de bom amigo te visitando ontem e aquela pessoa parece mais fora de alcance do que nunca, o negócio é dar um jeito de sair de cena.
Meu jeito foi viajar com meus pais para um sítio, em um lugar muito, muito frio, onde tudo que se tem para fazer é dar umas voltinhas de moto.
Você pode pensar que eu estou fugindo da terrível situação em-casa-num-sábado-à-noite-sem-nada-para-fazer, e embora fugir seja tudo o que eu mais gostaria agora, além é claro daquele meu outro desejo, que supera em todos os níveis o desejo de fugir, digo-lhe que não, essa não é, ainda, minha grande fuga. É só uma tentativa de não pensar tanto em todas essas coisas que, aparentemente, resolveram montar acampamento na minha cabeça, e eu devo começar a considerar a hipótese de que elas podem não sair de lá tão cedo.
Munida do livro As Crônicas de Nárnia, que é simplesmente gigante; meu discman e um cd case carregado com meus cds preferidos, lá vou eu em direção ao meu fim de semana isolada do mundo. Ou pelo menos parte do mundo, já que meus pais, dois casais de tios meus e alguns primos vão estar por lá também. Fica melhor se eu disser que estarei isolada de uma parte do mundo que me lembra constantemente de tudo aquilo que, pelo menos por um dia, eu quero esquecer.
Só por um dia mesmo. Ainda têm coisas que eu não consigo e nem quero esquecer, e é bom saber que sim, vou descansar um pouco a minha cabeça por algumas horas, mas que, assim que voltar pra cá, vou voltar a pensar em tudo aquilo.
E aí, talvez seja a hora dessa garota aqui tomar mais algumas doses de coragem pra poder tomar uma atitude de verdade...

Ouvi por aí que, se não sei quantas pessoas do mundo inteiro pulassem ontem, a Terra ia sair do eixo.
Quando me disseram, pensei na hora que era mais uma daquelas besteiras de pessoas que não tem o que fazer, ou daquelas que acreditam em qualquer coisa que ouvem. Ontem à noite, quando me lembraram do tal pulo em massa, já tinha passado o horário e não dava mais pra pular. Quero dizer, até dava, mas não ia mais ter aquele efeito.
Fiquei pensando que, realmente, as pessoas acreditam demais. Não só nisso, mas em várias outras coisas.
O estranho é que me peguei pensando se isso é ruim, na real. E eu acho que não.
O mundo todo já está uma zona, e o que precisamos pode ser exatamente acreditar um pouco mais. Não importa em que ou em quem, simplesmente acreditar. Duvidar e deixar pra lá é muito fácil. Quero ver você se identificar com alguma idéia, algum ideal ou até mesmo uma pessoa, e acreditar nisso.
Acreditar acarreta centenas de consequências. Você pode facilmente ter suas expectativas frustradas, e isso acontece muito mesmo, todo mundo sabe. E é exatamente por isso que não acreditamos tanto: o medo da frustração é tão grande, mas tão grande, que não ousamos, não arriscamos acreditar.
Uma criança acredita piamente em qualquer abobrinha que lhe contem, justamente por nunca ter sido frustrada. Uma pessoa que já passou por algumas decepções não tem essa facilidade em crer, fica sempre com um pé atrás, sempre naquela dúvida.
Pessoalmente, eu prefiro acreditar. Já não sou mais tão criança, e é bem claro que já passei por algumas decepções, algumas delas bem capazes de me desacreditar pra sempre. Mas alguma coisa em mim não me deixa não acreditar em certas coisas. 
Aquela pessoa surge na minha vida e muda tudo, eu me apaixono e acredito naquilo. Simplesmente porque, pra mim, é real. Apaixonar-se nada mais é do que acreditar, e eu acho que é uma das crenças mais fortes. Você pode acreditar naquele sentimento e ir em frente. Se não for, é porque não acreditava que podia ser tão legal quanto parecia ser, ou porque acha que vai quebrar a cara, ser traído, abandonado, etc... nossa mente é especialista em achar defeitos, somos muito críticos quando nos deparamos com algo novo, que assusta.
Acho que toda vez que acreditamos em algo, a sensação é de ter dado mais um passo, ou quem sabe um pulo no dia certo. E, talvez, acreditar seja tudo que precisamos pra fazer nosso mundo sair do eixo, sair da mesmice.
Mesmo tendo passado a data do pulo, ainda acho que posso pular. E, se eu acreditar de verdade, posso até sair do meu eixo e mudar o que me incomoda.
É uma questão de acreditar.

Existem pessoas que insistem em causas perdidas, outras que insistem menos do que deveriam e aquelas que não insistem at all.
E existem aqueles momentos nos quais cada uma dessas pessoas percebe que deveria estar fazendo algo em relação ao que quer - ou cancelar tudo e deixar pra lá.
Essa talvez seja uma das coisas mais difíceis pra mim: desistir. Deixar pra lá, ver no que dá.
Eu sempre, sempre mesmo, insisto em correr atrás. 
Amizades, novas paixões, antigos amores, causas nobres ou nem tanto assim, não importa - se eu quero, eu tento.
Minha atitude não é a melhor e nem a pior. Ela simplesmente é.
Se pra algumas (muitas) pessoas é bem difícil levantar a bunda da cadeira e fazer alguma coisa, pra mim é difícil ficar quieta e não fazer nada.
Mas como eu disse ali em cima, tem aquele segundo de lucidez, aquele estalo, a terrível e temível voz da consciência (nota esquisita: a minha consciência tem a voz da Rê, minha amiga) que insiste em te trazer de volta pra realidade.
Têm coisas que simplesmente não acontecem. Ou deixam de acontecer.
Elas até podem, um dia, voltar com tudo e aí vai ser seu momento de glória, quando você dirá ao mundo todo que sim, você conseguiu.
E se eu for sua amiga, pode crer que vou aplaudir de pé.
Se for comigo, vou me sentir a pessoa mais feliz e realizada de todas.
Mas sabe o quê? Todas essas coisas passam.
A euforia de ir atrás, a ansiedade de esperar que aconteça, a frustração por não ter conseguido ou, ainda, a felicidade absurda por ter chegado lá.
E embora isso pareça meio dramático, não é. Pode acreditar, de drama eu entendo (drama queen é meu sobrenome), e isso não é nada nada triste.
O fato de que "tudo passa, tudo passará", além de ser terrivelmente brega e piegas, além de ser um super ultra mega sucesso daquele anãozinho de terno, é uma das coisas que nos conforta.
Porque quando nos sentimos mal, é ótimo saber que vai passar.
Quando estamos perfeitamente felizes, nunca pensamos, nem consideramos a hipótese de que aquilo um dia vai passar. É como estar muito bêbada - parece que voltar a ser sóbria não vai rolar, e ponto final.
E quando passa, é só passar um tempinho que acabamos encontrando algo mais pra ir atrás. E isso não é nem um pouco frio da minha parte - é só realista.
Não estou falando de substituir pessoas ou relacionamentos, eu sou uma garota que acredita piamente que nada disso pode ser substituído ou trocado. Mas se não tivéssemos nada do que ir atrás, o que faríamos? Não gosto nem de pensar.
Se um relacionamento acaba, você não precisa necessariamente ir atrás de outro. Mas pode começar aquele curso de fotografia que sempre quis, ou se dedicar mais àqueles amigos meio deixados de lado, ou fazer uma viagem pra, quem sabe, Inglaterra. Por que não?
Por que as pessoas tem que ficar de luto quando algo acaba?
Por que não podemos simplesmente renovar tudo aquilo e sair correndo e gritando?
Porque essa é, sinceramente, a minha reação ideal frente à términos de qualquer coisa da qual eu gostasse bastante: gritar e correr. Mas correr muito rápido mesmo. E depois sentar e chorar e chorar e chorar até não ter mais forças (viu só? eu estava falando sério quando disse que drama queen é meu sobrenome), levantar e sair andando calmamente.
Como nem sempre dá pra sair correndo e gritando, até porque as pessoas acham bem esquisito quando eu faço isso, eu também escrevo bastante e tomo vários banhos num mesmo dia. É um ótimo momento pra pensar: é quentinho e você tem privacidade pra chorar ou falar sozinho, se quiser. 
E no meio de textos e banhos, eu encontro alguma coisa na qual eu tenha que depositar mais energia do que aquela outra.
E sendo sincera, as coisas não ficam bem logo de cara. Leva um tempo pra curar a maldita dor, e sempre fica uma marca.
Sendo mais sincera ainda, eu provavelmente não estou 100% bem, nem totalmente curada. Mas sabe o quê? Quando você só tem boas lembranças, nunca esquece. Eu procuro nunca esquecer.
Isso me leva a crer que é uma marca boa, porque eu escolhi deixar ela ali. Quase como uma tatuagem.
Com a diferença e vantagem de que só eu vejo, só eu sinto.

A real é que eu continuo, sim, correndo atrás. E as coisas que não posso mais ir atrás, mas ainda quero, eu espero. 
Da última vez que eu fui atrás de alguma coisa, aprendi a ser bem mais paciente.

E você? Vai ficar parado? 

Eu talvez seja uma das pessoas que mais gosta de jogar Paciência Spider.
Eu e a Mari, minha melhor amiga.
É um jogo que precisa de estratégia e blá blá blá, mas o que eu realmente gosto é de fazer as cartas se encontrarem.
Ainda mais quando eu tenho que separar um 4 e um 6, por exemplo, pra poder colocar um 5 no meio e tudo se encaixar.
E é mais ou menos assim que eu lido com as coisas. Coisas da vida, sabe? Da minha vida, claro, cada um que cuide das suas loucuras!
Tem vezes que você é um 4, e tá grudado num 6. E o relacionamento entre vocês é bacana e tudo, ambos são números pares. Mas falta alguma coisa.
Aí você vê aquele 5. Ímpar, completamente incompatível e simplesmente o que você mais quer. Você exita em ir atrás dele, mas não consegue impedir. Pra não chatear o 6, que é um número tão legal e barrigudinho, você e seu 5 vão pra perto dele.
E então, tudo se encaixa.
Quando você e seu 5 saem daquela casa, surge um 7!
O 6 não está mais sozinho! Vocês três vão ao encontro do 7, e formam um quarteto perfeito.
Cada um com seu par(ou ímpar), e todo mundo feliz.
O que é mais legal é você saber que, mesmo tendo que abrir mão de uma jogada que naquele momento parecia perfeita, logo aparece uma outra possibilidade. E que ir atrás dessa possibilidade não te faz ter que deixar aquela outra pra trás.
Até porque, mesmo se você perder... dá pra clicar em "iniciar novo jogo".
E tudo resolvido!

P.S.: Eu sei que nada nessa vidinha é tão simples e fácil assim. Mas eu tô tentando me recuperar de um pé, então peloamor me deixem ser otimista! =)

Num tempo em que tudo o que eu realmente deveria fazer era me desligar de qualquer coisa relacionada à internet e suas milhares de facilidades, eu decidi criar um blog.
Old fashioned? É, parece que sim. A moda agora é ter flogs ou o raio que o parta.
A real é que essa garota tem muitas coisas na cabeça, muitas coisas a pensar e fazer, e, caso vocês não conheçam essa garota, devo dizer que se tem uma forma rápida e fácil de se comunicar, ela usa. E se essa forma é um blog, ok then!
Num momento em que tudo parece conspirar contra mim, informo a vocês que não vou chorar, nem colocar músicas deprês por aqui, nem nada disso. Não por nada. Eu só me recuso.

O mais esquisito de tudo é que eu me sinto feliz, na maior parte do tempo.
O sentimento predominante é a saudade, e se eu pudesse eu não sentiria mais.
Mas não posso, então... eu escrevo.

[ ver mensagens anteriores ]
Visitante número: